Meus pensamentos, meus sentimentos, minha culpa!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pais e filhos

Hoje de manhã, depois de muitos anos ouvindo as músicas do Renato Russo, “Pais e filhos” faz sentido.
E como faz.
Passava na TV uma homenagem ao Chorão que havia falecido de causas ainda não confirmadas.
Em umas das entrevistas o convidado Dado Villa-Lobos, ex integrante do Legião Urbana e amigo do falecido vocalista Renato Russo,cantou uma música para relembrar e matar a saudade do amigo que se foi há 17 anos.
Aquele som leve e contagiante trouxe-me lembranças de quando era jovem, adolescente.
“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo! São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer?”
Eu culpava meus pais, eu cometi esse absurdo.
E o que me tornei quando cresci?
Criança como eles. Tornei-me “meus pais”.
Foi nesse momento de reflexão que uma lágrima tocou meu rosto.
Desceu de canto.
Lágrima de reflexão.
O tempo passou e eu descobri a magia da música que Renato Russo cantava.
Eu quis um nome mais bonito. 
Aprendi a amar como se não houvesse o amanhã. E descobri que na verdade não há.

Velha música nova

Sempre quis parecer mais velha do que era realmente!
Mas isso era há sei lá... Uns 15 anos. 
Hoje tento parecer não tão velha assim, como realmente sou! 
Está certo que tenho um gosto meio estranho para minha idade. 
Talvez seja estilo ou cultura. Ou quem sabe o antigo me atraia! 
Nos meus vinte e poucos anos, curto músicas antigas. 
O ontem é antigo, nem por isso deixa de ser recente na minha memória! 
Vai saber o que é velho ou antigo! 
A própria moda é assim! 
Tenho um Cardigã que era da minha Bisa e ainda está na moda! Ou melhor... Voltou à moda! 
O antigo se tornando recente... 
O velho se transformando no novo...  
Gosto de coisa boa, seja ela qual for... 
Relíquias? Velha música nova!
Chistopher Cross, Sandau Ballet, Duran Duran, Men at Work, The Cure, Bili Ocean, Boy George, Eurythnics e milhares mais...
Agora eu sei...
Eu sempre fui desse jeito. Desde quando queria parecer não tão velha assim.
Um dia desses estava com um grupo de amigos que começaram a ouvir uma música da moda.
Sertanejo Universitário. 
Quem diria. A música havia passado de série. Saiu das aulas de química e chegou até a faculdade! Que, diga-se por passagem, só serve para preencher o Curriculum Vitae. 
Eu nem sabia que música era aquela! 
No meu black berry só tem coisa antiga. Como dizem os "jovens", Música de velho. Música cafona.
Que nada... 
Música nova aos meus ouvidos! 
Você pode estar em qualquer fase da sua vida, ouviu The Police seu dia vai mudar. 
As melhores são sempre as nacionais... 
Viajo...
Canto super alto Pepeu Gomes, Zero, RPM, Kid Abelha, Dr Silvana e Cia, Nenhum de nós, Ira, Legião, Engenheiros, Blitz, Uns e outros, Cazuza e outros milhares!
Minha amiga me questionou, perguntou se não estou "antenada" nas top 10 das paradas musicais!
Sabe o que é?
Gosto do incomum. Do que ninguém mais gosta. Do que ninguém quer. Do que todos esqueceram.
"Nadando contra a corrente, só para exercitar." Meio do contra. Meio na contra mão. Totalmente complicada.
Odeio rotina, mas tenho medo da mudança. 
Realmente complicada e perfeitinha. Meio de fases.
Gosto de sentir o passado.
Mas acredito que "os momentos felizes não estão escondidos. Nem no passado, nem no futuro."
As vezes esqueço o caminho. 
Mas uma coisa eu sei... Nunca esqueço quem eu sou... 
Sou uma mulher de "vinte e poucos anos" que tenta não parecer tão velha assim...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Comer e colocar o talher na boca e novamente da vasilha estraga a comida?

Quem nunca ouviu sua mãe reclamar das vezes que tentava beliscar a comida e colocava o talher na boca e de volta na vasilha? 
Provavelmente ela dizia: “Vai azedar a comida!”
Mas será que azeda mesmo?
Algumas pessoas acreditam que azeda mesmo o alimento. A saliva se mistura na comida e dependendo do produto e se não for consumido no momento, estraga com facilidade.
Benício Setti, formado no curso do SENAC em Bistrô, disse que sua esposa sempre reclama quando ele e seus filhos provam o pudim de leite condensado. A clássica reclamação é quando é compartilhado o doce de leite.Ele acredita que realmente os alimentos podem estragar, principalmente, se colocar o talher várias vezes na boca e na vasilha.
“Minha mãe sempre reclamava, mas acho que é para evitar que eu beliscasse a comida antes do almoço” – Disse a Claudia Andrade.Ela é pensionista e ama culinária, mas tem certeza que não estraga a comida, apenas deixa a comida com bactéria. 
E é verdade! Realmente não estraga a comida. 
Na boca, na narina, nas mãos e na saliva, é encontrada uma bactéria chamada Staphylococcus Aureus, que pode causar intoxicação alimentar. Geralmente de início abrupto e violento, com náusea, vômitos e cólicas, prostração, pressão baixa e temperatura subnormal. Alterações na freqüência cardíaca podem também ser observadas. A recuperação ocorre em torno de dois dias, porém, alguns casos podem levar mais tempo ou exigir hospitalização. A morte é rara; contudo, pode ocorrer em crianças, idosos e indivíduos debilitados. 
Para a nutricionista Carla Machado de Souza, o fato de pôr o talher na boca e depois no alimento, não estraga a comida. Causa uma contaminação com a bactéria Staphylococcus Aureus no alimento que será ingerido por outras pessoas. 
Caso o alimento esteja aquecido a 60 Graus, esse rico diminui, pois o aquecimento mata a bactéria. Segundo a Dr.ª Carla, não existe nenhum artigo que comprove que esse ato de pôr a colher na boca e no alimento pode estragar a comida, devido a isso, não é comprovado esse ato. 
Então pode continuar beliscando a comida da mamãe que não estraga não! 

Estranho...

Nando Reis tinha razão quando disse que estranho seria você não se apaixonar por ele.
Seria pedir muito conhecê-lo, terem saído, se tornarem amigos e affair e depois de muitos carinhos, mimos, jantares, velas e brigadeiros de sobremesa que você não se apaixonasse.
Era esperado todo sentimento possível. Mesmo tentando lutar contra si mesmo.
Alguns encontros, vários beijos. Lembra da noite mais especial? 
Talvez não se lembre de apenas uma. Tudo foi especial.
Mas você, como era de se esperar, fez tudo errado.
Lavou a louça com muito detergente, apertou o andar errado do elevador, atendeu o celular em uma manhã de sábado na casa dele, quebrou um copo e dormiu de calça. Porém, pior de tudo... Desistiu! Parou de tentar, parou de querer e ficou apenas a sonhar.
O tempo foi mais esperto que você. Tratou de ser o vilão da sua história.
Ele não conseguia tempo para te encontrar. Mas não deixava de se envolver com outras pessoas. Você tinha tempo e não se envolvia com ninguém. Pois não conseguia esquecê-lo.
E o tempo passou...
Mas em comum trouxe a saudade. Talvez primeiro para você. E quando mais uma vez sofria calada a falta que ele fazia,  o tempo lhe preparava uma surpresa!O tempo trouxe saudades para ele também.
Uma ligação, um convite e a dúvida da resposta: Ir ou não ir,  eis a questão.
Que dúvida cruel.
Seu coração já respondeu em alto e bom tom. A razão também. Deu berro e criou um confronto. Você é mais forte que seu coração e não se leva tão fácil. 
Tem razão. Você vai.
 Imagina quanto tempo estão sem se encontrar, e não será tão desesperador fazer a coisa certa dessa vez. 
Chegou a hora. Você resolve ir. 
Suas dúvidas são aterrorizantes. Ele vai te buscar ou você vai sozinha? É melhor ficar na vontade e deixá-lo esperando na expectativa de te encontrar ou não perder essa oportunidade? Você ensaia o que dizer milhões de vezes. Até que vai dar a hora. Termina de se arrumar e fica toda trabalhada na confiança e esquece suas dúvidas.
Vai sozinha e chega na casa dele. Você sai do elevador e respira fundo. Toca a campainha e ali está. Tudo está no seu devido lugar. Cozinha arrumada, cheirinho de comida, almofadas no sofá, bibelôs organizados, uma flor na mesa de jantar, a toalha do Corinthians no banheiro e você na cama dele.
Seu coração parece uma escola de samba carioca. Também não era para menos. Vocês não se encontram têm dois meses. Oh tempo ordinário! Sessenta dias sem ver seu amor.
Tudo bem, você sabe, tudo tem seu tempo. E hoje a noite é de vocês. Conversas, beijos, carinhos e amor. Recompensar toda a distância. O melhor é matar a saudade. Relembrar as piadas antigas, as músicas de sempre ouvidas. Para você é como se o bairro das Laranjeiras ficasse satisfeito quando entra no elevador e aperta o doze que é o seu andar. O pior é acordar para a realidade. 
Vocês curtem a noite e dormem de conchinha. E em um dormir você sonha que está ali. Acorda e vê aquele rosto lindo, os olhos fechados mais lindos que você já viu e o respirar mais sexy que te fascina. Seu relógio desperta. E antes de você amá-lo mais uma vez, sua carruagem vira abóbora e seu país das maravilhas é apenas uma página de um livro.
Amanhã ele não te ligará e nem responderá suas mensagens. E você vai se questionar e se encher de novas dúvidas.
Se o homem já pisou na Lua, por que é tão difícil ganhar seu coração? Você é tão doce e amorosa. Não é simpática, mas não está em um concurso de Miss Simpatia. Apenas quer ganhar o troféu máximo. O coração daquele chato e sistemático que rouba seus pensamentos pela manhã. Sabe que poderá fazê-lo feliz.
Deseja que ele volte para casa e ao menos lembre – se que você esteve ali na cama e dessa vez aproveitou cada segundo. Que ele sinta sua falta e descubra que nunca mais será o mesmo se não tiver você mais uma vez em seus braços. 
É... Acabou... Uma semana se passou e ele não te ligou. Talvez esteja sem crédito ou sem coragem.Talvez ele tenha conseguido matar a saudade em uma só noite. 
Talvez... Quem sabe...
Você sabe... Sabe que ainda senti o perfume dele em seu corpo, suas frases no seu pensamento e ao fechar os olhos consegue ver aquele sorriso que alegra o seu dia. Você também sabe que suas lembranças serão o alimento daqui para frente. 
Pura lembrança. Pura saudade.
E sabe que o estranho seria ele não se apaixonar por você.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Bela e a Fera

Muitas vezes ao ver um filme, desenho ou novela algumas cenas nos remete à alguém.
E você descobre ao ver um desenho que ele era a Fera e você a Bela. 
É inacreditável. 
Uma Bela e doce plebéia, humilde e sonhadora que sempre quer ir mais longe. Diferente das outras belas, não vive a procura do príncipe encantado. 
Já a Fera, é um príncipe lindo por fora. Porém, mal humorado, sem compaixão e que em uma fase da sua vida deixou de ser aquele príncipe doce e feliz, e se transformou na Fera.
Nessa fase ruim da vida e sem esperanças, ele descobre que ainda pode amar. Com toda sua ignorância, ele conhece ela, a Bela, e descobre que tem muito o que aprender. 
Mesmo sendo tão diferentes eles têm muito em comum. 
A Fera acha que ninguém poderá amá-lo e desejá-lo e percebe que aquela Bela, moça tão cheia de si, mexeu com seu coração e sua admiração.
Mesmo tão grosso e estúpido a Bela percebia a cada gesto que ele era apenas uma Fera por fora. Nas conversas, ela descobre que essa Fera é um doce de homem. 
Culto, educado e apaixonante.
Então eles se envolvem. 
Mas as coisas não andam muito bem.  
Ela se dedica, se "vira" para estar sempre ao lado da sua encantadora Fera.
E ele? 
Ah, ele... 
Inventa mil desculpas, mentiras e barreiras para que esse envolvimento não se torne nada mais que um curtir... 
Por medo, por não gostar, por apenas se aproveitar de um doce e tão puro coração? 
São as dúvidas que afligem a Bela.
Dúvidas cruéis... O preço da pura... É inútil ter certeza.
E antes que a  Fera percebesse o quanto a Bela é importante para ele, ela desiste e prefere seguir outro caminho, outra direção.
Ela se foi e para nunca mais voltar. 
Viverá  sofrendo sem saber que estava certa, que achou seu príncipe encantado na Fera. E que a covardia dele fez com que perdessem a chance de tentar uma nova história. 
E vai viver pensando que quanto mais procuramos o homem perfeito, mais desistimos do amor. 
Essa é a realidade.
Quem é o seu par perfeito?
Por que ela não pode ser a sua Bela, Sr Fera?  Por achar que ela é tão diferente de você?
Olha direito, analisa o quanto ela te faz sorrir. O quanto ela é inteligente, meiga, educada e diferente.
E Bela, procura ver o quanto ele se esconde atrás da Fera. Essa Fera que passa segurança, auto confiança e dono da verdade. Não deixe essa Fera esconder seu príncipe. Vá com calma e paciência. Alguma coisa no passado o deixou assim. Tudo serve como aprendizado. 
Essa história não pode terminar em nada. 
Por que o nada, é uma palavra esperando tradução.
E você Fera, já que percebeu que encontrou sua Bela, não vai fazer nada? Vai deixá-la partir e viver nos braços de outro? 
Quando deixamos a felicidade passar, a única coisa que nos restará serão as lembranças e a saudade. Lembranças de todas as frases que você nunca entendia. Do sorriso mais lindo que iluminava sua alma. Dos desentendimentos que causava suas idéias e daquele beijo que só vocês sabiam dar e que você sempre negava. 
E você Bela, que virou as costas para a felicidade e foi embora. Carregará esse peso por não ter tentado. Mesmo sabendo que ele nunca iria se apaixonar.
Quem controla os sentimentos? 
A regra era não se apaixonar.
Mas ninguém se esforçou para que isso acontecesse. 
Ele mostrou todo castelo, toda sua coleção de livros, suas histórias, seus jantares, seus carinhos e seu mal humor. 
Você o fez sorrir, o ensinou a comer de colher, a alimentar os pássaros e a viver as coisas boas da vida.
Essa história poderia terminar diferente. 
Uma linda história não merece ficar assim sem um final. 
Não deixe a felicidade por um achismo ou comodismo. 
Por esperar um príncipe encantado ou por um par perfeito. 
Não sabemos o que queremos. E só damos valor quando perdemos. 
E você que numera  itens para achar uma Bela, não percebe que em apenas um tópico ela te faria feliz.
E seu príncipe poderia ser a Fera que você acabou de conhecer e deixou partir. 
E sua história mais uma vez  se mistura com outros filmes, outras novelas, outros desenhos e outras histórias.
Você escreverá vários capítulos com enredos parecidos mas sempre sem um final feliz. Por não ter a coragem de deixar seu personagem principal viver um grande amor.
Mas uma coisa temos que entender. 
Só existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada pelas nossas vidas: ontem e amanhã.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dia dos solteiros acompanhada

O dia dos solteiros comemorado no dia 15 de agosto há 7 anos nem fazia parte do meu calendário.  É... tem 4 meses que me intitulo solteira na opção do facebook.E esse ano como comemorar em grande estilo?
Essa ano comemoração do dia dos solteiros teve direito a jantar, feito por ele, óbvio, e louça lavada por você. Como ele diz é o mínimo que você pode fazer, né?
Acho estranho essa "coincidência significativa", quem nunca teve um sexo sem compromisso atire a primeira coisa que vê pela reta!
Até que é uma boa pedida, vale ver essa comédia romântica Sexo sem Compromisso com os Atores:  Natalie Portman, Ashton Kutcher, Kevin Kline, Cary Elwes. Talvez você se indentifique em algumas cenas.
Para quem não sabe, no meu carioquês, peguete  pode ser :
Sinônimos: ficante, pular a cerca, parceira, prazer recíproco, oposto casual, namorada casual;
Antônimos: seriedade, lisura, namorada fixa, compromisso sério, lisa, nerd virgem e reservada;
Palavras relacionadas: amante casual, namoro em segredo, escapadela, ficante, parceira, prazer recíproco, oposto casual, caso, toda  se querendo.
Antes de começarmos nossa relação, preciso me apresentar...
- Sua melhor amiga, prazer...
- Bom... satisfação... o prazer vem depois
Devidamente apresentados vamos ao início de uma boa relação. Não se esqueçam que minhas historias são meramente ilustrativas, qualquer nome, chef Gourmet, menu, restaurante e cena vivida não passam de mera coincidência. Vamos parar de papo e vamos ao que interessa.
Um caso casual lhe convidou para jantar. Como vem fazendo há um mês desde quando vocês se conheceram (ele é meio Cheff Gourmet caseiro e tem seu potencial).
Em uma dessas extravagâncias culinárias você ficou com alergia à omelete de terça (digo de terça porque a agenda só é livre nesse dia de semana para vocês). É engraçado esse tipo de caso. É bom para os dois lados, por isso se encaixa no sinônimo de peguete!
Acredito que todo relaciomento é um pouco estranho, duas pessoas que não se conhecem,que trocam o que há de mais íntimo em uma noite e depois nem liga pra dizer que chegou bem em casa. Não entendo esse mundo moderno mas curto viver nele...
Nessa “comemoração” entra em pauta relacionamento (tente não fazer isso em casa). Imaginem: tremendo dia dos solteiros, uma DR. Conflitos de pensamentos, tinha que se chamar CP isso sim.
Não é tão ruim assim, depende do contexto da sua noite. Mas aprendi uma coisa muito séria, nunca se discute quando o homem está de barriga cheia, se é que me entendem.
Se você está ai desesperada que passou seu dia dos solteiros solteira, você fez o certo, por que se fosse passar com alguém minha amiga,teria uma DR no final.
Eu curto cada momento, acho que isso é o que mais conquista os homens. Eles são carentes, sempre são. Uns machos com escudos de ferro, que com o fogo derrete todo.
Está ansiosa para saber o que fiz no dia 15 de agosto de 2011 as 19:30 né?
Minha comemoração do dia dos solteiros...
Bom...pode ter certeza que não foi muito diferente da sua,nem da sua melhor amiga... 
Mas foi significativa...


Raphaely Lopes

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O dom da música

Viajar ouvindo uma musica não é tão fácil...
Mas eu tenho esse dom!
Quando ouço um House,Jazz,Samba,Rock até mesmo Funk consigo imaginar o que a pessoa que compôs a melodia queria passar...
Estou ouvindo Touch me do DJ Tiësto e  viajo legal mesmo...
Conversando com um amigo Dj,ele me disse que é bem essa vibe,o DJ toca para ver as pessoas se envolvendo com o som.
Não apenas dançar por dançar...
Você vai imaginar coisas bem diferentes das minhas,por que está em outra sintonia,vivendo outras coisas,mas vai imaginar algo que vai te levar á essa ligação .
E quando eu ouço Adele One and only,eu fecho os olhos e me sinto em uma janela grande,com pingos de chuva no vidro e na minha lembrança a noite em que vivi e fui feliz,passando como um flash.
O sorriso dele de lado e interno,a pouca felicidade que tive em tão pouco tempo.
É...parece estranho mas a música tem esse poder.
Por isso admiro quem faz música, quem tem esse dom de transmitir e permitir que pessoas como nós possam imaginar diversas cenas de sua vida com uma mesma melodia...
E se isso nunca aconteceu com você,não perca tempo.
Pegue uma música bem bonita e que realmente te faça viajar.
Tente mudar o estilo que está acostumado.Isso é o legal da viagem.
E vá...no começo você vai ate rir dessa “bobagem”que está fazendo.
Mas tenho certeza que vai acrescentar e muito á sua vida.
Tenta...e não deixe para depois o que você acha que nunca vai fazer.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Simples amor...

Ah o amor...
Um sentimento maravilhoso que faz um casal suspirar. Que faz o coração bater em um ritmo diferente. Que se alimenta com pequenos gestos. Com a troca de olhares.
Nos beijos, nos toques, nos abraços, nos assuntos que não se acabam, nas gargalhadas das piadas contatadas...
Um sonho construído em cima desse amor.
Com planos, desejos e a realidade...
Que parece acabar em um piscar de olhos.
Mas à distância  fez isso tudo adormecer... 
A saudade é cruel. Tão pior quanto os anos que se passaram.

Nessa história entra o destino, as escolhas, os fatos, atos e conseqüências. Eles caminham juntos no plano de destruir todo sentimento que exista.
Quando parece que o amor está na lembrança em uma tarde remoendo as memórias, o senhor destino muda de lado.
Resolve ajudar o sofrido amor.
E com a esperança traçam um novo plano!
Resgatar o sentimento oculto e adormecido.
Parece fácil.
Os dois corações se amam...
Os toques serão os mesmos, os beijos, os olhares e o desejo?
Mas só isso não será o suficiente.
O tempo foi muito cruel.
Falta coragem para deixá-lo fluir, acontecer.
Não é assim tão simples.
Existem vidas entrelaçadas nesses corações.
E ainda existe um obstáculo: à distância.
Não é simples.
Ah o amor...
Foi renovado, despertado e acordou com muita sede de amar...
A distância se torna maior, e impede que o amor aconteça e que viva cada momento.
O que resta para os corações?
Os sonhos, os desejos, as conversas e os planos. Os velhos planos.
A imaginação ajuda a amenizar a dor da saudade.
Imaginam como seria bom sentir um abraço forte depois de uma briga boba. Acordar primeiro e zelar teu sono. Caminhar na rua rindo alto por causa de uma brincadeira. Sair como loucos pela rua apostando corrida.
Tomar sorvete e rir por que o nariz dela está sujo, e a ver rindo por que o seu também está.
 Ouvir "Bom dia, mo..." No pé do ouvido.
 Se tivermos o direito de amar tudo que nos pertence, por que não lutar por quem amamos?
 Podemos ser mais rápidos que o tempo, mais fortes que o destino e diminuir a distância.
 Cometer loucuras na esperança de que o amor seja assim... Tão simples...
 Um simples ato de amor...
E simplesmente  torná-lo indestrutível...



terça-feira, 30 de novembro de 2010

O mundo é assim...



Quando criança eu via um mundo diferente.
Desde 10 anos imaginava que ia crescer, ser rica, famosa, ter filhos, casar, ter uma linda casa, dar conforto aos meus pais, ser jornalista, tomar o lugar da Fátima Bernardes e conhecer muitos lugares.
Imaginava um avião só para mim. Uns fotógrafos me seguindo na rua,  dando autógrafos pelo shopping...
Meu Deus, eu sonhava acordada na janela do carro a caminho da escola!
Hoje na porta para completar 26 anos, meu fantástico mundo da Rapha ainda é o mesmo! Com algumas mudanças, mais é!
Sou mãe de duas lindas meninas, faço jornalismo e... É... acho que só!
Sonho acordada...
Mas será que é certo ver o mundo com olhos de criança?
Como diz Charlie Brown "que só quer brincar... livre para poder sorrir, livre para poder buscar o meu lugar ao sol”.
A resposta não sei!
Sei que confio nos humanos, acredito nas pessoas, brinco de Barbie, conto as estrelas, abro um sorriso quando vejo uma borboleta, engulo chicletes, vejo desenhos, corro na rua, conto piadas sem nenhuma noção, choro ao ver um ídolo na TV, faço teste em revistas, tento terminar o caça-palavras, jogo dama, coloco a culpa na minha irmã e escrevo no diário...
Não quero crescer!
Eu amo ser assim!
Na verdade quem quer?
Quando chegamos à metade dos cinqüenta é que a ficha cai.
Ao olhar para a infância vemos que o tempo passou, mas a sede de ser feliz ainda existe no peito.
Mesmo que adormecida pelo estresses do trabalho, da faculdade, dos relacionamentos frustrados e do dia a dia na selva de pedras que vivemos.
A receita para continuar vendo o mundo com os mesmos olhos de alguns anos, é enxergar o mundo com olhos de criança...
Se dê esse direito!
 Acorde cedo e durma tarde, engula chiclete, chupe bala antes de dormi sem ninguém ver e não escove os dentes! Apronte uma molecagem e depois twita!
E me diz se ao menos por um dia você não enxergou o mundo rosa!
Ou quem sabe azul!
Só sei que o meu mundo rosa.